quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Dia Internacional da Juventude
Os dias de «qualquer coisa» provocam-me sentimentos diversos: percebo a importância simbólica a que em muitas circunstâncias adiro de forma natural e mesmo empenhada (é o que me acontece com o 1º. de Maio, por exemplo) mas noutros casos parecem-me sem qualquer efeito. E temos que concordadar que há cada vez mais falta de imaginação para comemorar os tais dias. Vem isto a propósito do «Dia Internacional da Juventude» que dei por ele hoje quando já tinha sido ontem. Pode dizer-se que é porque não estou nos abrangidos, embora o limite máximo seja cada vez mais alto. O Governo, no seu portal, assinalou com isto . Que pouco!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Alexandre Soljenitsine

Há poucos dias morreu Alexandre Soljenitsine. Para quem não conhece, a sua morte pode ser o momento para se iniciar na sua obra. É dele o seguinte:
“Quando privais alguém de tudo, ele deixa de estar sob o vosso poder. Ele volta a ser inteiramente livre”
Como ponto de partida, veja, por exemplo, aqui
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Silly Season
Não há jornal que se leia que não apareça por lá alguma referência à estação ( e ao mês ) que estamos a viver - o Verão e o mês de Agosto. Recorre-se à expressão inglesa «Silly Season» ou à sua tradução - estação parva, estação pateta, estação idiota, ... . O «mês mais cruel» também se encontra. Eu gosto do Verão e do mês de Agosto. Agosto é o melhor mês para se estar em Lisboa. Mesmo que a mercearia onde se costuma comprar a fruta esteja fechada para férias, não se tenha a cabeleireira habitual pelos mesmos motivos, e alguns dos amigos estejam «em férias». Mas há o contrário: o ar está mais puro porque há menos carros; há as reposições dos filmes que não se teve oportunidade de ver; «tempo junto» para se ler um livro de enfiada; as praias da Caparica com as suas dunas «únicas» a perder de vista; os encontros com os amigos que também gostam de Lisboa no Verão; ... E nos intervalos, até se pode repensar o «trabalho» que se anda a tentar fazer durante o ano com outro ritmo... . Enfim, o Verão é que é a estação. O mal está quando já não é verão mas sim uma mistura de estações. Eu gosto do Verão e do mês de Agosto: com sol e calor. E em Lisboa. E até é um bom motivo para recordar Ruy Belo:
«(...)
É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no outono concluir que era o verão a única estação
(...)
«(...)
É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
É triste no outono concluir que era o verão a única estação
(...)
domingo, 3 de agosto de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Processos

No ISCAL, no ramo Gestão e Administrção Pública, da Licenciatura em Contabilidade e Administração, existe uma Unidade Curricular designada Processos Técnico-Administrativos. É aquilo que se pode apelidar de uma UC «modernaça» toda ela à volta do conceito «Processo», que já não é tão moderno quanto isso, mas que tem vindo a ser actualizado e melhorado. Curiosamente, para quem está de fora não dá ao «processo» a importância que tem, havendo quem pense num significado corrente. E quando se afirma que o conceito «processo» prepassa a Reforma da Administração Pública, podendo-se afirmar que é inerente a muito do que se está a concretizar na esfera do SIMPLEX ainda há quem fique mais surpreso. É de lembrar que este blog 3ap faz parte de um Processo também designado 3ap e que concretiza o Trabalho Prático da UC (agora até se percebe melhor a Visão e missão ao lado que está em aperfeiçoamento). Bom, dito isto, muitos ficarão a perceber que a UC não se debruça apenas sobre o que se está a fazer mas como se poderia fazer utilizando o conceito. Esperemos que este discurso possa levar a que haja quem a partir daqui se interesse pela «Processos Técnico-Administrativos». Quem a tem frequentado, com rigor, tem gostado e disso até tem havido testemunhos públicos.
Para quem queira saber sobre o assunto, inevitavelmente, tem de fazer uma incursão pela Reengenharia de Michael Hammer e James Champy, (1992) e mais recentemente pela A Agenda (2004) apenas do primeiro e que por exemplo tem um Capítulo intitulado «Coloque os Processos em primeiro lugar». Mas hà outros autores, por exemplo, Davenport, e as «actividades» de Michael Porter têm também de estar presentes.
Tudo isto porque consideramos que «processos» não podem ser estranhos, nos dias que correm, a qualquer técnico em actividade nas Administrações Públicas.
Sobre Michael Hammer
sábado, 19 de julho de 2008
Nelson Mandela

Por mera coincidência, estava na Á frica do Sul quando Nelson Mandela foi libertado. Foi das atmosferas mais festivas que vivi ao longo da minha vida, comparada com a que tinha sentido no nosso 25 de Abril. Em ambas as situações pairava também a preocupação. Mandela está a fazer 90 anos. E o mundo aproveita a ocasião para o homenagear. Associemo-nos ao acontecimento.
A notícia de hoje do Jornal Público sobre este momento:
Mandela pede que ricos ajudem os pobres na África do Sul
19.07.2008, Jorge Heitor
Festejos em família dos 90 anos daquele a quem Tutu chamou o "mais admirado estadista do mundo"
Nelson Mandela, o primeiro Presidente negro da África do Sul, aproveitou ontem o dia do seu 90.º aniversário, na aldeia natal, Qunu, 960 quilómetros a sul de Joanesburgo, para pedir aos ricos que façam mais pelos pobres: "Quando se é pobre, não se consegue viver até tarde", disse entre apelos para o fim das desigualdades no seu país. "Há muitos ricos na África do Sul e podem partilhar as suas riquezas com os que não têm a hipótese de sair da pobreza."Ao celebrar no mesmo dia o déci-mo aniversário do seu casamento com a moçambicana Graça Machel, Mandela passou o dia com a família, na província do Cabo Oriental, onde se organizou um torneio de futebol, um concerto pop e um almoço para 500 políticos, antigos combatentes da luta contra o apartheid e outros convidados. "Ele é simplesmente um marido maravilhoso... e juntos apreciamos cada dia como se fosse o último", disse a ex-primeira-dama da África do Sul e de Moçambique. O antecessor de Mandela, e último Presidente branco, Frederik de Klerk, referiu-se-lhe como uma das maiores figuras deste último século e os correios sul-africanos lançaram uma emissão especial de dois milhões de selos. "Nelson Mandela usou o seu charme pessoal... para moldar as nossas várias comunidades numa nação multicultural emergente", disse Frederik de Klerk. O arcebispo anglicano Desmond Tutu, tal como os dois ex-presidentes distinguido com um Nobel da Paz, afirmou: "Tornou-se o mais admirado estadista do mundo, um ícone do perdão e da reconciliação, um colosso moral".O sucessor, Thabo Mbeki, considerou que "a sua vida e trabalho corporizam o que os seres humanos devem ser". E o novo líder do ANC, Jacob Zuma, proclamou: "Viva a mágica de Madiba" (nome tradicional).Sob o título de Hunger for Freedom, foi lançado um livro, da antropóloga Anna Trapido, que se apresenta como uma "história gastro-política" do homenageado, explicando o seu gosto muito especial pela comida indiana e africana: o seu primeiro jantar, ao sair da cadeia, em Fevereiro de 1990, foi caril de frango; e quando assumiu a chefia do Estado deu instruções para que o mordomo responsável pelas residências presidenciais fosse alguém que soubesse cozinhar biryani, um prato de arroz da Ásia Meridional.
19.07.2008, Jorge Heitor
Festejos em família dos 90 anos daquele a quem Tutu chamou o "mais admirado estadista do mundo"
Nelson Mandela, o primeiro Presidente negro da África do Sul, aproveitou ontem o dia do seu 90.º aniversário, na aldeia natal, Qunu, 960 quilómetros a sul de Joanesburgo, para pedir aos ricos que façam mais pelos pobres: "Quando se é pobre, não se consegue viver até tarde", disse entre apelos para o fim das desigualdades no seu país. "Há muitos ricos na África do Sul e podem partilhar as suas riquezas com os que não têm a hipótese de sair da pobreza."Ao celebrar no mesmo dia o déci-mo aniversário do seu casamento com a moçambicana Graça Machel, Mandela passou o dia com a família, na província do Cabo Oriental, onde se organizou um torneio de futebol, um concerto pop e um almoço para 500 políticos, antigos combatentes da luta contra o apartheid e outros convidados. "Ele é simplesmente um marido maravilhoso... e juntos apreciamos cada dia como se fosse o último", disse a ex-primeira-dama da África do Sul e de Moçambique. O antecessor de Mandela, e último Presidente branco, Frederik de Klerk, referiu-se-lhe como uma das maiores figuras deste último século e os correios sul-africanos lançaram uma emissão especial de dois milhões de selos. "Nelson Mandela usou o seu charme pessoal... para moldar as nossas várias comunidades numa nação multicultural emergente", disse Frederik de Klerk. O arcebispo anglicano Desmond Tutu, tal como os dois ex-presidentes distinguido com um Nobel da Paz, afirmou: "Tornou-se o mais admirado estadista do mundo, um ícone do perdão e da reconciliação, um colosso moral".O sucessor, Thabo Mbeki, considerou que "a sua vida e trabalho corporizam o que os seres humanos devem ser". E o novo líder do ANC, Jacob Zuma, proclamou: "Viva a mágica de Madiba" (nome tradicional).Sob o título de Hunger for Freedom, foi lançado um livro, da antropóloga Anna Trapido, que se apresenta como uma "história gastro-política" do homenageado, explicando o seu gosto muito especial pela comida indiana e africana: o seu primeiro jantar, ao sair da cadeia, em Fevereiro de 1990, foi caril de frango; e quando assumiu a chefia do Estado deu instruções para que o mordomo responsável pelas residências presidenciais fosse alguém que soubesse cozinhar biryani, um prato de arroz da Ásia Meridional.
Para se manter a par veja Nelson Mandela Foundation
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Viver Com Estilo - os toldos no Jardim da Gulbenkian
No Verão o Jardim da Gulbenkian tem uma atracção adicional: os toldos colocados nos passeios onde não há árvores. Só por eles vale uma visita. Uma leitora do 3ap mandou-nos uma série de fotografias que iremos mostrando aqui ao longo destes meses quentes. Mas o melhor é ir lá. Usufruir daquela sombra. As crianças ficam deslumbradas.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Gary Hamel
Voltemos ao livro O Futuro da Gestão, de que não paro de tirar ensinamentos. Entre eles a teorização de muitas situações que temos oportunidade de vivenciar em situações de trabalho. E estamos em crer que muitos funcionários públicos podem testemunhar o mesmo. Mas Gary Hamel no seu livro centra-se nas empresas. Pelos vistos, as administrações públicas e as empresas do mundo dos negócios são semelhantes em muitas coisas. Não admira, ambas são organizações, com aspectos comuns e, depois, diferentes. Uma passagem, como ilustração: Parece haver algo nas organizações modernas que esgota a adapatbilidade e a criatividade naturais dos seres humanos, algo que arranca literalmente estas qualidades dos colaboradores durante as horas do dia. E de quem á a culpa? Os princípios e os processos de gestão que promovem a disciplina, pontualidade, poupança, racionalidade e ordem dão, ao mesmo tempo, pouco valor ao talento artístico, ao não conformismo, à audácia e ao entusiasmo. Dito de forma simples, a maior parte das empresas é apenas parcialmente humana, porque só tem espaço para uma parte das qualidades e capacidades que fazem de nós humanos. Milhares de milhões de pessoas vão trabalhar todos os dias, só que muitas são sonâmbulas. Como consequência, temos empresas a trabalhar sistematicamente abaixo do seu potencial»
Saiba mais sobre Gary Hamel
quinta-feira, 10 de julho de 2008
6.º Congresso Nacional da Administração Pública
De todas as vezes em que assisti a Congressos da Administração Pública achei que tinha sido muito proveitoso. Foram sempre bons momentos para me aperceber de uma visão global da Administração Pública nacional e em confronto com outros países.Já está anunciado o sexto. Para saber mais visite o INA.
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