terça-feira, 14 de abril de 2026

«ASSINA - PELA LINHA EM LAÇO» NO METRO DE LISBOA

 


Um dos pontos fortes da localização do ISCAL - na  zona do SALDANHA -  tem a ver com a sua proximidade do metro. Só por isso se justificaria este lembrete  do blogue relativo à LINHA EM LAÇO a que se refere a imagem. Mas é claro que o assunto é maior - afeta muita gente. Leia a justificação do abaixo-assinado, e .... a nosso ver é mesmo de assinar .... 



HÁ UM SABER E UM PRAZER QUE SÓ A CULTURA E A ARTE NOS PODEM DAR | «Ao Lado de Pomar»

 


domingo, 12 de abril de 2026

TALVEZ LHE INTERESSE | «INTEMPÉRIES _ responder, resolver e prevenir» | A NOSSO VER UM DOSSIER A NÃO PERDER QUER SE CONCORDE OU DISCORDE

 



CRUZAR MEMÓRIAS | sobre a feitura de diplomas ...

O ponto de partida para este post no 3AP  é este do Blogue «Duas ou três coisas», que de seguida transcrevemos, mas antes, acima, algum contexto:

«Com imensa pena, acabo de saber da morte de José Matos Fernandes, aos 85 anos. Era pai de João Pedro Matos Fernandes, que foi ministro do Ambiente e a quem envio um abraço amigo de sentido pesar.
Fui colega de governo de José Matos Fernandes. Coincidimos no primeiro executivo de António Guterres, que tomou posse em outubro de 1995, em que ele foi secretário de Estado da Justiça, até 1999. Era o decano dos secretários de Estado — sete anos mais velho do que eu, que já não era propriamente um miúdo. 
Com um humor fantástico, histórias divertidíssimas e, dizem-me, uma imensa competência jurídica, era um companheiro magnífico. Recordo uma viagem em que ambos acompanhámos o Presidente Jorge Sampaio à Polónia e as horas deliciosas que passámos a rir. Ao pé dele, toda a gente se sentia feliz.
Matos Fernandes, Guilherme Oliveira Martins e eu éramos conhecidos como os “chatos” das reuniões semanais de secretários de Estado, presididas pelo ministro da Presidência António Vitorino. Os três partilhávamos o saudável — e para alguns irritante — vício de passar a pente fino, na véspera, todos os projetos de diplomas legislativos que chegavam de outros ministérios.
Terminada a apresentação de um projeto pelo secretário de Estado do pelouro, e aberta a discussão, quase sempre um de nós três pedia a palavra e, sob o olhar progressivamente sombrio do colega proponente, começava a inventariar os defeitos detetados no texto.
Lembro-me de uma cena em que Matos Fernandes arrancou mais ou menos assim: “O projeto de decreto, cuja bondade de propósitos é uma evidência, e que só posso saudar, não me merece objeções de fundo. Diria mesmo que estaria aberto a deixá-lo seguir silenciosamente para Conselho de Ministros não fora dar-se o caso, no meu juízo, que admito discutível, de haver oito incongruências dentro do articulado e, além disso, se me oferecerem 37 pequenas observações de forma, felizmente sanáveis por correção semântica e ortográfica que passo a anotar, a bem da desejável qualidade da produção legislativa da República.”
O Conselho ouvia o seu verbo com ar deliciado e risonho. O colega proponente, esse, tinha muitas vezes a  a expressão de quem tinha engolido um limão. E lá alinhava o Matos Fernandes, com a sua solenidade de juiz do Supremo, “a vírgula em falta”, a “concordanciazinha indispensável”, a reformulação formal para “maior elegância do português”, “até para reforçar o insofismável mérito do legislador e facilitar a tarefa do intérprete futuro da lei”. Eram momentos únicos, como se lembrará quem por lá passou.
Que saudades sinto agora de José Matos Fernandes — daquela voz cava inconfundível, da bonomia de bom homem do Norte, onde também era um fervoroso apoiante e dirigente de uma conhecida agremiação futebolística que não vem agora ao caso».

Ao lermos estas «estórias», dessa mesma época, veio-nos à memória  elaboração de legislação em que participámos. Desde logo, os envolvidos tinham nessa atividade cuidado imenso: o começo, encontrar o conhecimento teórico e prático no domínio das estruturas orgânicas;  a formulação passava por versões «sem fim» até que tinha de se dar  por terminada, não havia mais tempo; em especial a preocupação do preâmbulo em que se mostrasse por linguagem comum o que se seguia em artigos, números, alíneas, ... Naturalmente,  ambicionava -se que o diploma passasse, mas diga-se que se acolhia com gosto os melhoramentos que vinham dessas reuniões dos Secretários de  Estado. Até se procurava saber o que disse este ou aquele Governante ... Quantas das vezes, antes, já tinha havido «milhentos contactos» para se acertar na equação de muitas questões. Os diplomas tinham de ser justificados nomeadamente em termos financeiros quanto ao valor e aos processos da sua execução, e aí houve períodos em que o primeiro telefonema do dia era para o Ministério das Finanças - precisava-se do seu conhecimento especializado e «cumplicidade». Havia Equipa(s) e não Ministérios atomizados. Ainda, obviamente, que se procurava cumprir o Programa do Governo, e em especial aquela norma que se referia à hierarquia dos diplomas, por exemplo, o Diploma Orgânico devia ir ao essencial, ser depurado, e deixar o detalhe para o aparato que se lhe seguia. Dirão, mas isso já não é assim? Não, não é. A nosso ver, foi-se perdendo qualidade, como já o temos tentado mostrar em diversas ocasiões. Hoje, falta conceito, técnica, e intuição ... Na nossa avaliação há diplomas que são mesmo «maus»... Por outro lado, na Academia foi-se perdendo espaço para se ensinar e aprender a matéria ... E investigar. Mais, entretanto, a Revolução Digital  exige uma REFUNDAÇÃO dos modelos para as ESTRUTURAS/ORGÂNICAS que aliás vão aparecendo por esse mundo fora - e nós, nada -, e quiçá para o formato que nos chega via Diário da República. Não seguimos Elon Musk, como vimos um desastre no que se propunha realizar na ADMINISTRAÇÃO DOS EUA - mesmo tragédia - , mas há um lado técnico que emerge da «sua loucura»  que não se pode ignorar. 
  
*
*   *
Continuando com memórias, ilustremos com um Diploma desses tempos, de que nos lembramos de imediato. Mais ou menos «à mão»:

PREAMBULO

E NO LEGISLADO MODELOS
NA ESFERA GESTÃO DAS ESTRUTURAS
ilustração

A  MISSÃO, se calhar,
 assim de forma tão expressa, com tecnicidade,
como gostam de dizer, «pela primeira vez»:  


Artigo 4.o 
Missão 
O TNDM tem como missão assegurar a prestação de um serviço público no domínio da actividade teatral e de outras actividades culturais que lhe estão ligadas, assente num projecto cultural e artístico unificado, que se centra na criação e produção teatrais, segundo os mais elevados padrões de qualidade.

a que se segue numa lógica interna clara: IDENTIDADE; OBJETIVOS; ATIVIDADES; AUTONOMIA E TUTELA 

Agora o CONSELHO CONSULTIVO 
 uma pedrada no charco


Longe de se esgotar, repare-se ainda, na DEPARTAMENTALIZAÇÃO onde a introdução  de «PROCESSOS»; na assunção do PLANEAMENTO DE DESENVOLVIMENTO PLURIANUAL (certamente assente no Orçamento-Programa); no funcionamento por EQUIPAS em função de cada Espectáculo; ...  
Para terminar - o post já vai longo:



*
*   *
Estas coisas têm ROSTO - na circunstância o SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA era o Professor RUI VIEIRA NERY. A nosso ver, sem ele nada disto teria acontecido.



sábado, 4 de abril de 2026

«O inferno burocrático neoliberal: três exemplos»

 





«O FUTURO RECORDADO» | lembramos o livro dada a atmosfera que Grupo está a estimular no ISCAL em torno da «memória» da Escola - antigos docentes «contam histórias» respondendo a curiosidades de estudantes de hoje no pressuposto de que assim se aprende para o futuro ...

 



SINOPSE
«A aparente contradição do título deste livro é a premissa central dos curtos ensaios que contém: a certeza de que em cada passo que damos há a marca de um mundo que parece ter ficado para trás no tempo, mas que vive e respira em cada um dos nossos gestos e ideias.
Recorrendo aos temas quotidianos da vida atual, Irene Vallejo elabora pequenas peças literárias em que recria um banquete imaginário, dialogando com várias personalidades históricas e com a cultura que elas nos deixaram. São ao mesmo tempo um caudal de erudição despretensiosa e uma homenagem à arte subtil de contar histórias.
Da filosofia à geografia, da literatura ao desporto, da história ao quotidiano, estes exercícios narrativos são pistas que nos ajudam a compreender melhor o mundo que habitamos e nos reconciliam com a memória daqueles que, antes de nós, se depararam com as questões que ainda hoje nos movem». Saiba mais.



sábado, 28 de março de 2026

O PLANETA

 



RELATÓRIOS COM QUE SE PODE APRENDER «MESMO» EM TERMOS DE CONTEÚDO E DE FORMA | «State of the Nordic Region 2026»

 



Abstract
State of the Nordic Region 2026 provides an overview of recent developments across the Nordic Region. With data, maps and analysis, the report shows the current state of play within core socioeconomic sectors, including demography, labour markets and the economy. It highlights how multiple, partially overlapping transitions shape the Nordic Region and why territorial context matters for effective policy.Combining a Nordic-wide perspective with place-based analysis, State of the Nordic Region 2026 offers insights from local, regional and national levels, as well as cross-regional comparisons. As such, it equips policymakers, practitioners, and researchers with analysis and evidence to inform strategic planning, policy design and cross-regional learning.The report covers three key themes: DEMOGRAPHY, LABOUR MARKET, ECONOMY.  Veja neste endereço - para diferentes formatos.

Uma das páginas


Outra



terça-feira, 24 de março de 2026

HOJE | DIA NACIONAL DO ESTUDANTE !

 


Tirado do jornal online AbrilAbril



VAI ESTAR NO TEATRO DA TRINDADE EM LISBOA | «Clube dos Poetas Mortos» | É ISSO! HÁ UM SABER E UM PRAZER QUE SÓ A CULTURA E A ARTE NOS PODEM DAR

 


«Num colégio interno dos Estados Unidos, “Tradição, Disciplina, Honra e Excelência” são os pilares de um ensino rígido e espartilhado. Estes serão postos à prova pelo carismático professor de Literatura, John Keating, apenas porque os seus métodos são diferentes do status quo. Instigando os jovens alunos a questionarem o mundo e a adotarem novos pontos de vista, Keating vai provocar-lhes uma intensa catarse e grande perturbação na vida diária do colégio.
Esta história comovente, com um título que ressoa no imaginário de várias gerações, fala-nos de emancipação, amizade, sonho e perda.
Depois do sucesso em Nova Iorque e em Paris, Clube dos Poetas Mortos chega ao Teatro da Trindade INATEL. A versão teatral é do próprio Tom Schulman, autor do filme homónimo, cuja palavra de ordem é “carpe diem”». Saiba mais.