sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A OPINIÃO DE OUTROS NA CONSTRUÇÃO DA NOSSA | agora de Manuel Augusto Araújo «Insubmissões» _ «O agravamento deste estado de sítio que os jovens enfrentam desencadeou a onda de manifestações que a comunicação e as redes sociais, na sua esmagadora maioria ao serviço das oligarquias, tem mostrado com a parcialidade com que se constroem verdades com verdades, meias-verdades e até mentiras»

 

«Mulher Chorando», Picasso, 1937, Tate Gallery, Londres
«consta do artigo»

Excerto: «(...)Na esteira contumaz de os princípios da realidade ideológica negarem os princípios da realidade material, atamanca-se um argumentário em que a juventude é rápida e intencionalmente agrupada na designação genérica de Geração Z2, um truque do pensamento dominante e os seus arautos numa comunicação e redes sociais controladas maioritariamente pelas oligarquias. Geração Z que descreve os jovens manifestantes como se fossem um segmento de mercado que bem desejavam tivessem por modelo o protagonista dos Bonbons e Bonbons 67 de Jacques Brel que enfim, tem opiniões mundanas à bolina dos ventos da história para que a história fique o mais imóvel possível a caminho das ficções do seu fim. São momentos em sucessão da ideologia burguesa de sempre, em que erraticamente não há direita nem esquerda pelo que tudo se pode politizar com a condição de se despolitizarem. Em que o fim da linha pode rimar com Maio 68, que foi a festa que ocupou as ruas, os grafitis, as discussões sem fim, as barricadas, as ocupações selvagens, a poética das palavras de ordem, «a revolução sem finalidade, sem programa, sem vítimas nem traidores, sem enquadramento político» (Giles Lipovetsky). 
Maio 68, que revelou com grande clareza um mundo tornado demasiado ligeiro, demasiado absurdo ficou num limbo até voltar a estoirar com grande estrondo. Geração Z onde se agrupam jovens manifestantes, cujo futuro está frustrado. Jovens que dominam as redes digitais demonstrando a sua desilusão e impaciência com as instituições políticas estabelecidas, sem um projecto organizado sujeito às derrapagens de um novo movimento de emancipação centrado na espontaneidade das massas pronto a superar os fracassos da política especializada, com formas de acção contra a política que parecem e nalguns itens são novas mas que acabam por se repetir em novos moldes. Que revivem, com ferramentas actualizadas sobretudo pelos avanços informáticos, as heranças de Proudhon, para quem «todas as revoluções se cumpriram pela espontaneidade do povo», o que Marx desmontou cabalmente na Misère de la Philosophie3. 
Uma crença na espontaneidade das massas que, sobretudo depois das experiências da Comuna de Paris, mesmo Kropotkine elogiando «esse admirável espírito de organização espontânea que o povo possui em tão alto grau» considera não ser por si só suficiente para fazer eficazmente uma revolução. Uma confiança desmentida pelas várias experiências históricas a que Lenine recorre para em Que Fazer?4 combater as ilusões originadas por essa convicção sem deixar de considerar a importância das acções espontâneas. 
Mas isso oculta mais do que revela sobre a política de nossos tempos em que desde o Manifesto Comunista5 de Marx e Engels o capital apavorado instituiu uma guerra aberta, feroz, áspera contra os partidos e as organizações de classe, no que, reconheça-se, obteve substanciais êxitos. (...)». Leia na integra.

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e como não aproveitar?
Jacques Brel, sempre! 



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

WEBINAR CONDUZIDO EM PORTUGUÊS COM DURAÇÃO DE UMA HORA|«A sessão explorará como esses desenvolvimentos ampliam e aprimoram as normas e padrões do ISSB, apoiando as organizações na identificação e divulgação de informações financeiras relevantes relacionadas à natureza e a riscos e oportunidades específicos de cada setor»

 

 
Terça-feira, 24 de novembro
 

9:00 PST, 12:00 EST, 14:00 BRT, 18:00 CET

«Este webinar, organizado pela IFRS Sustainability Alliance, apresentará uma atualização sobre o trabalho em andamento do International Sustainability Standards Board (ISSB) relacionado à natureza, força de trabalho e às melhorias das Normas SASB específicas por setor (SASB Standards industry-specific enhancements). A sessão explorará como esses desenvolvimentos ampliam e aprimoram as normas e padrões do ISSB, apoiando as organizações na identificação e divulgação de informações financeiras relevantes relacionadas à natureza e a riscos e oportunidades específicos de cada setor. (...)». Continue. e INSCREVA-SE.



terça-feira, 27 de outubro de 2026

PERCEBER AS «ACAMPADAS» | nestes tempos complexos, turbulentos e em mudança ...

 



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e como nos aponta Joao Ferreira,
 a CONSTITUIÇÃO. SEMPRE! 
E não será por acaso, a
imagem do seu Facebook



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«Escrever à mão»


«O ato de escrever à mão surgiu em épocas e civilizações distintas sem resultar, ao que parece, da transmissão desta competência cognitiva entre elas. Isto é, a invenção da escrita eclodiu, de forma natural, após a transformação do cérebro humano ao longo de alguns milhões de anos. Eis senão quando, na nossa era, a escrita à mão está à beira de extinguir-se ou, pelo menos, de se ver reduzida a uma excentricidade ou a objeto de museu.

Este livro pretende fixar a memória do que tem sido a arte de escrever à mão, valorizando a caligrafia como registo identitário de quem escreve, capaz de transmitir emoções. Com recurso à tecnologia digital, a sua maior inimiga, conseguimos perceber, afinal, como funciona e por que motivo ela é, em muitos aspetos, o oposto da artificialidade e um símbolo da humanidade». Saiba mais

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e temos revista



sábado, 24 de outubro de 2026

«COMO OS ESTADOS TRANSFORMAM AS ECONOMIAS»

 


SINOPSE
«Este livro tem um título enganador. É que a política industrial não é bem uma política, nem é apenas sobre a indústria. É uma abordagem ao desenvolvimento em que o Estado procura induzir a mudança estrutural das economias em certas direcções. Na essência, é esta a questão central deste livro: O que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das actividades produtivas tendo em vista determinados objectivos públicos?»
Se durante muitos anos a convicção geral era de que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, remetendo-se a um papel de mero legislador e regulador para garantir o funcionamento eficiente dos mercados, o século XXI voltou a trazer a política industrial para o centro do debate político e económico.
Nesta obra, o economista Ricardo Paes Mamede mostra-nos os prós e os contras da intervenção estatal enquanto modelador das estruturas produtivas, bem como na promoção de actividades específicas.
Deve o Estado promover a especialização num sector ou encorajar a diversificação produtiva? Determinar quais as suas vantagens comparativas e tirar o melhor partido delas ou, pelo contrário, desafiá-las? Substituir as importações ou promover as exportações? Quais devem ser as prioridades e instrumentos da política industrial na governação?
As perguntas - e respostas - que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema actual e mais urgente do que nunca.



do Índice


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a propósito

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Prémios Novo Bauhaus Europeu 2026 |«A reabilitação de um moinho centenário de Santa Cruz do Douro, com apoio de fundos europeus, destacou-se na categoria “Rising Stars” dos prémios da Comissão Europeia que unem a cultura, a tecnologia, a inovação e o design»

 


«(...) Casa da Azenha: o projeto português, na categoria “arte, cultura e herança como motor de mudança”
Em Santa Cruz do Douro (Baião), a Casa da Azenha está a reabilitar um moinho de água centenário, na mesma família há cinco gerações. Foi um motor económico local, com produção de azeite e emprego, até encerrar em 1999.
Hoje renasce como “museu vivo”, respondendo ao despovoamento, ao envelhecimento e à perda de saberes tradicionais.
“O modelo afasta-se do turismo extrativo: o turismo financia a cultura, a cultura reforça o envolvimento da comunidade e a participação local garante a autenticidade. Assenta em enoturismo experiencial, produção cooperativa de azeite de mó de pedra e vinho “Avesso”, com preços justos para microprodutores, oficinas educativas e parcerias com festivais regionais.”
O projeto foi estruturado com o apoio financeiro a startups do StartUP Voucher (programa do IAPMEI), apoiado através do Programa COMPETE 2030, cofinanciado no âmbito do Portugal 2030, com o Fundo Social Europeu+ da União Europeia.
Prevê ainda um modelo de reinvestimento circular, em que parte dos lucros regressa à manutenção do edifício, à programação comunitária e à integração digital do património.
Os resultos habitantes e um modelo replicável de desenvolvimento rural sustentável.
 ados esperados incluem maior coesão social, rendimento complementar para (...)». Saiba mais.


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

«Seu Chico»

 



e sobre a «história» a não perder os SINAIS de hoje
de Fernando Alves


Mas não resistimos a reproduzir. Encantatório! Nós que  «adoramos» Chico Buarque. Não dispensamos os SINAIS,  e gostamos de futebol - agora, em especial daquele que se joga nos relvados dos condominios  ou nos descampados dos bairros. Sim, reconhecemos o percurso feito pela INDÚSTRIA DO FUTEBOL dominado por debates e mais debates  (tantas vezes aos gritos) já insuportáveis e que nos afastam do jogo ... Daí a beleza do «Seu Chico» ...

«Apanhei a história na Folha de São Paulo e, depois, no Correio Braziliense. Mas em qualquer dessas janelas me foi acrescentado um detalhe: o caso tinha sido pescado no poço sem fundo do TikTok, onde rapidamente "viralizou". Tal informação arrasta em mim uma urticária que não será letal. Mas a história é tão boa que não resisto a dar-lhe vento na crónica, mesmo se chovo no molhado do já sabido, olha este.

A história trata do espanto que Monalisa, a cidadã Monalisa Melo, sentiu ao descobrir que seu filho jogava à bola, frequentemente, com uns cavalheiros no relvado do condomínio e que um desses cavalheiros era alguém a quem todos sublinhavam uma leve vénia no trato, um homem antigo, mais lento na profundidade, mas tão mais profundo, com tão bom toque de bola e com um sorriso tão largo que se confundia com a chamada visão de jogo e a quem todos tratavam por "seu Chico". O filho teria percebido, pela cortesia geral, que "seu Chico" ganhara uma fama proveniente de outros palcos distantes do tapete de relva onde ainda se firmava nas canetas tentando o "chute a gol / com precisão /de flecha e folha seca".

O filho de Monalisa Melo desconfiara que "seu Chico" transcendia o nome e a mesura. Sua grandeza teria de ser maior. Monalisa foi assistir a um dos jogos lá no condomínio e descobriu que aquele a quem o filho se referia como "seu Chico" era, afinal, Chico Buarque. Eis o poder de um nome: o rapaz viu, em todo o esplendor, a "paralela do impossível". Como se tivesse sido tomado pelo "sentimento diagonal/ do homem-gol", ele teve a revelação de quem não sabia que sabia. Chico é tão vasto, tão admirável, que já tínhamos sabido dele no fundo de nós mesmos, tal como ele, Chico, seu Chico, soube de Canhoteiro e de Mané antes de saber cantar "uma canção capenga". Sabias, tu, de Canhoteiro, o admirável Canhoteiro a quem Pelé venerava e a quem chamavam "Garrincha da ponta esquerda"?

Fico a imaginar seu Chico fazendo uma canção para Monalisa, mãe do rapaz que levou as mãos à cabeça como se tivesse falhado um golo de baliza aberta, perguntando-se diante das câmaras: "Como é que eu joguei à bola com esse cara?". Não lhe sabia o rapaz a magia da voz, o poder criador da música, apenas o samba que lhe nascia nos pés».

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e a «despropósito», Chico Buarque quando ainda não era «Seu Chico». Todos tão jovens ...




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e da Crónica de Fernando Alves, para quem gosta de futebol, só falar em Garrincha já vale ouro ... 
Neste momento em que a «Habitação» nos domina crónicas destas são intervalos que nos confortam e dão alento.






sábado, 17 de outubro de 2026

«The Sustainable Development Goals Report 2026 shows that since their adoption in 2015, the Sustainable Development Goals (SDGs) have delivered results at scale—expanding access to clean water, electricity, health care and digital connectivity for billions of people».

 


7 July 2026: «The Sustainable Development Goals Report 2026 shows that since their adoption in 2015, the Sustainable Development Goals (SDGs) have delivered results at scale—expanding access to clean water, electricity, health care and digital connectivity for billions of people. With less than five years remaining to achieve the Goals, the report provides a candid assessment of progress: meaningful gains have been made across the SDGs, but they remain uneven and insufficient in the face of serious headwinds— from escalating conflicts, slowing global economic growth, climate change, rising debt burdens and declining official development assistance. Without a decisive push to rapidly scale up proven solutions, the promise of the 2030 Agenda risks slipping out of reach.

The report emphasizes that the SDGs remain the world’s shared blueprint for peace, prosperity and sustainability and must be urgently returned to the centre of global decision-making. It identifies the priority actions needed to accelerate progress, including increased investment, strengthened international cooperation, expanded access to technology and data, a faster energy transition, greater gender equality, and renewed commitments to peace. The report underscores that the choices made over the next four years will determine not only whether the Goals are achieved by 2030, but also the well-being of people and the planet for generations to come».

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Hoje, no Dia Mundial
 da Erradicação da Pobreza