sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

CIÊNCIA E TECNOLOGIA | INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO | com o devido respeito (mas para que as pessoas lá em casa percebam como dizem os comentadores) parece que anda o carro à frente dos bois ... | PRIMEIRO TEMOS DIPLOMA ORGÂNICO E DEPOIS É QUE SE VAI SABER PARA QUÊ ? | VEM A PROPÓSITO PORQUE «O GOVERNO LANÇA DEBATE NACIONAL PARA DEFINIR PRIORIDADES NACIONAIS DE INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO» | CLARO JÁ HÁ REAÇÕES FAZENDO SENTIDO QUE CONTEM PARA O «DEBATE» | OU SERÁ QUE NÃO?









As imagens acima, e onde nos levam, será suficiente para falarmos sobre o(s) assunto(s) que convocam. Para começarmos afirmar que acreditamos na CIÊNCIA, na TÉCNICA, e no TREINO.  E assim sendo a «perguntinha» que se impõe: qual o quadro de referência subjacente ao que o Governo nos apresenta?, acima ilustrado.  Por maior força de razão quando o  organizador é  «Investigação e Inovação». Temos de acreditar que a ABORDAGEM SISTÉMICA está presente - ciência, com técnicas e ferramentas decorrentes fabulosas para as ORGANIZAÇÕES E A SUA GESTÃO. Necessariamente para a «Agência IA2» - já agora, para início de conversa até gostávamos de saber qual o conceito de AGÊNCIA - ou é apenas «copianço» do que se passa lá fora? Não pode ser tida como palavra corrente, tem de ter significado técnico. É verdade, as interrogações iniciais são mais que muitas, e das nucleares esta: a investigação só se justifica se levar a inovação? «Imediata» como parece emergir do que se vai lendo.
Depois, já a um outro nível,  quais os modelos seguidos que levaram à opção EPE e à ORGÂNICA fixada no Decreto-Lei acima? E ainda que mal se pergunte, como se justifica que primeiro venha o diploma orgânico e só agora se entre na discussão de «prioridades estratégicas» e, claro, de forma natural, de tudo o que lhe é adjacente? Há uma questão que sempre se coloca quando se ensina e aprende estas matérias: ESTRUTURAS (ORGÂNICAS) PARA QUÊ? E já lá vai o tempo em que a ESTRUTURA não era vista como SISTEMA. SISTEMA ABERTO. Mas de há muito que está presente no proposto por autores de referência - seja para as ORGANIZAÇÕES todas ou para as EMPRESAS: a ESTRTURA interdependente dos demais SISTEMAS e necessariamente do CONTEXTO - do geral ao especifico. Apenas ilustrando com o que estava «à mão», tipo brinde,  exemplificando com o mundo dos negócios que nos parece atravessar o que nos é disponibilizado pelos «Poderes» em exercício : 

os célebres 7S - modelo centrado nas empresas, 
mas há mais, para as outras organizações,
 e para quem esteja longe destas
matérias a ESTRUTURA sempre presente, ao mesmo
tempo ... 
 


É evidente que em vez de estarmos a blogar desta forma podíamos fazê-lo doutra e cair na ratoeira (e no mau gosto) de comentar com furor aspetos particulares que não faltam do diploma Orgânico do IA 2 -  mas como já se percebeu, como vem nos livros e a experiência mostra, temos de  nos acertarmos nos pressupostos - e isso, a nosso ver, não está realizado. Ou seja, o problema é anterior ao institucionalizado em Diário da República:  há que ter um PONTO DE PARTIDA COMUM sobre o TODO, parecendo-nos que sem isso qualquer DIÁLOGO digno desse nome que agora se quer promover estará comprometido à partida.   E também não é nosso hábito desmontar trabalhos na praça pública. Ainda assim, só a titulo de exemplo: ai, aquele preâmbulo; e onde está a «visão» já que falam em «missão»; e os «valores» partilhados; e os Perfis dos Dirigentes; e o calendário para que tudo aconteça; e até o diploma ter sido publicado a 24 de dezembro; e há que discutir «sinergias», e ...
Ainda, tenhamos presente a agitação que as iniciativas do Governo aqui em causa tem provocado, e reparemos,  nomeadamente, nos excertos seguintes do Preambulo do Diploma orgânico, e no que nos diz a comunicação no Portal do Governo sobre o «Debate Nacional»: 


excerto do diploma

excerto do texto


Dizem - nos, de forma repetida, o que as imagens nos mostram, mas tudo seria resolvido tecnicamente se nos mostrassem como trabalharam os STAKEHOLDERS. Mais, é que pelos vistos há quem tenha sido esquecido. E parece não estarmos a exagerar que qualquer MUDANÇA exige antes do diploma  ESTUDO onde tudo seja equacionado... Afinal, e pegando nas lógicas dos Governantes, quais os INDICADORES em presença? No que se refere a EFICIÊNCIA, a EFICÁCIA, e obviamente à SATISFAÇÃO DA SOCIEDADE. Não pode ser «prognósticos só no fim do jogo».

Bem, impossível esquecer o PARADIGMA  DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Por acaso no diploma do IA2, logo no segundo parágrafo do Preambulo, até se lê isto (os destaque são nossos): «
Numa época em que a ciência, a investigação e a inovação assumem um papel cada vez mais decisivo na resposta aos grandes desafios e oportunidades atuais — nomeadamente, o envelhecimento demográfico, as alterações climáticas, as transições digital e energética, as mudanças tecnológicas e geopolíticas com implicações para a segurança e a competitividade — , torna-se imperativo dotar o país de uma nova entidade que promova o investimento em investigação fundamental e uma ligação mais eficaz entre a investigação e a inovação, com mais impacto social, cultural, ambiental e económico e, consequentemente, na melhoria das condições de vida dos cidadão». 
Mas acaba por ser «redação» - dito doutra forma, «adorno» sem reflexo no corpo do Decreto-Lei. Ah, e naquela formulação esquece-se a «governança». Um «boneco» dá sempre jeito:


Nesta atmosfera, outra pergunta que não nos larga: o que diz a tudo isto o Senhor «Ministro das Reformas»?

Aqui chegados, e já o adiantamos noutras ocasiões - noutros diálogos - em termos de síntese, com o devido respeito pelos profissionais envolvidos, e bastará o que vimos relatando, em consciência a nossa avaliação vai nesta direção:  estamos perante «um mau diploma». E talvez a falha comece no facto de uma orgânica antes de ser «do direito» é da «gestão» ... No caso de GESTÃO PÚBLICA.  E neste particular é de revisitar o célebre ensaio TUDO ESTÁ EM TUDO  da saudosa  Maria de Lurdes Pintasilgo 

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O «diálogo», aqui em análise, não pode estar arredado das diversas  maneiras de ver, ouvir e ler o que se passa no MACROSISTEMA de qualquer iniciativa INSTITUCIONAL. Por esse mundo fora até já há categorias: a forma COLABORATIVA para os digamos «coletivos» e a PARTICIPAÇÃO para os individuais. Neste quadro, fomos em busca do que a IA já captou. Ficámo-nos pelo que primeiro encontramos: 


 

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e do que diz o PCP de forma esclarecedora

 



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Quem profissionalmente já esteve envolvido em PROCESSOS desta natureza, concordará que ao querer-se a colaboração e a participação de responsáveis, implicados, e interessados, como parece ser o PROPÓSITO DO GOVERNO com este seu DEBATE NACIONAL,  não o poderá fazer - e recorrendo a expressão popular - tipo «PEDIR AZEITONAS PARA A EMPADA DA VIZINHA». Cada contributo, da grande reflexão à vivência «em pequenas coisas», tem de sentir que está  a «CONSTRUIR UMA CATEDRAL» imagem (parece que real) tão divulgada.

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E terminemos com estas ideias:

- É prioritário investigar para inovar, em torno da GESTÃO PÚBLICA. Acabar com a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA como nos prometeram. O que se registou neste post talvez seja argumentação suficiente para se ir em frente...

- Outra prioridade há muito identificada está centrada na CULTURA E ARTES. Nas suas ORGANIZAÇÕES. Mas para isso é ir lá atrás a isto:


E ao que aconteceu no IPL - Instituto Politécnico de Lisboa ...

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E como a procissão ainda irá no adro, até já ! sobre esta Problemática ...



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