quarta-feira, 17 de junho de 2026

VOLTEMOS À EXPOSIÇÃO «NO RASTO DE CAMÕES» | depois de lermos a crónica «Camões de carne e osso» de Afonso Reis Cabral acreditamos que haverá quem (se ainda não viu) programe uma ida à exposição na Biblioteca Nacional em Lisboa

 



Termina assim: «Esta exposição, nada menos que maravilhosa, está patente até quinze de Setembro. Mérito da Biblioteca Nacional e da curadora Vanda Pires, além de um grande e belo legado de Diogo Ramada Curto».


«CONFERÊNCIA IA » | 14 julho 2026 | CCB | Participação gratuita sujeita a inscrição

 


«A inteligência artificial (IA) está a transformar as organizações, os processos e os modelos de negócio. No próximo dia 14 de julho, na parte da manhã, a Conferência .IA reúne, no CCB, líderes empresariais, especialistas e decisores públicos para debater a adoção de agentes de IA pelas empresas, a gestão da mudança, a corrida à infraestrutura digital e as escolhas que Portugal e a Europa têm pela frente. (...)». Continue a ler. Inscreva-se!


domingo, 14 de junho de 2026

NO SEMANÁRIO EXPRESSO DESTA SEMANA | DE CLARA FERREIRA ALVES | «A Administração Dita Pública» _ «A resposta ao mail nunca chega. Tenta-se o telefonema diversas vezes, por curiosidade, ninguém atende»

 


Se puder não perca. Se  tiver acesso online aqui

Excerto: «(...)Regressamos à SIGA. Por curiosidade entomológica. Há locais com senhas disponíveis. Podemos escolher a Moita, a 17km, sem espera, a Lourinhã, a 59 km, com 16 minutos de espera, Alenquer, a 39 km, com um minuto de espera, Vila Franca de Xira, a 21 km, com 31 minutos de espera e Marvila, ah Lisboa, com 21 pessoas em espera e 38 minutos de espera da última senha. Em todos os outros lugares, “senhas temporariamente indisponíveis”. Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Oeiras, Montijo, Alcochete, Sintra, Cascais, Mafra e por aí fora. Até ao Bombarral, a Azambuja, o Cadaval. Óbidos... siga.
E na Boa-Hora, há 3 pessoas em espera e 1h e 14 minutos de espera da última senha. Infelizmente, “senhas temporariamente indisponíveis”. Restava a Moita. Entretanto, a espera na Boa-Hora, na segunda-feira, e enquanto se escrevia isto, passou a 2 horas e 14 minutos. Felizmente, “senhas estão temporariamente indisponíveis”. (...)».
Não será ousado dizer que muita gente já passou pelo que a jornalista descreve.  A articulista terá os seus padrões para o que escreve. Haverá uma lógica interna para os seus trabalhos que certamente reflectem as suas convicções nomeadamente politicas. Qualquer que seja esse quadro, não podíamos perder o artigo acima no Expresso desta semana  para uma vez mais reclamarmos: precisamos de GESTÃO PÚBLICA, digna desse nome, nas ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS. Mas quem nos ouve? Pode ser que se transformarmos o problema em «CASO» tenhamos sorte ... Assim, agradeçamos a Clara Ferreira Alves e contemos com o Poder da Comunicação Social. Bom, isto não podia ser uma questão de « sorte e azar», mas sim um serviço público a desenvolver com todo o profissionalismo ... 

terça-feira, 9 de junho de 2026

A FAVOR DA TRANSPARÊNCIA NAS ADMINISTRAÇÕES | Porquê?



O nosso comentário: A «transparência» na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA também passa por situações destas. Ou seja, temos direito a uma explicação, nomeadamente à luz de uma Gestão Pública de qualidade.



«The Key Stages of Workplace Development»


 Disponível aqui

Excerto

«(...)A recent survey by AI Resume Builder found that nearly six in 10 firms now require employees to use AI, and one in 10 will fire them if they don’t. In all, a study by the Brookings Institution estimates that 37 million workers in the US alone are “highly exposed” to AI shifts. In other words, they are holding jobs that are unlikely to survive the AI wave. Whether they know it or not, this legion will be stepping right into the ugly phase, and in numbers that are without precedent in labor history. Indeed, people enjoying roles in finance, graphic design, software engineering, and a host of others—people who worked hard to build their careers—will have to scour the job market to find more secure roles and rebuild again. The question is obvious: How will they handle it? Is it possible to not just survive, but thrive? (...)».

em PDF


sexta-feira, 5 de junho de 2026

«LASCAUX 2.0» |«Esta exposição reúne um conjunto de obras que explora a criação artística como processo autónomo, resultado da interação entre algoritmos, robótica e sistemas de decisão não humanos»

 


Leonel Moura Lascaux 2.0

Ver em LGPLer em LGP

15 abril a 15 de junho
Espaço Fundação MEO, Fórum Picoas
2ª a 6ª feira das 9h às 18h
Oferta de obra do artista, todas as 3ª e 5ª feiras das 14h às 18h

Entrada livre

Esta exposição reúne um conjunto de obras que explora a criação artística como processo autónomo, resultado da interação entre algoritmos, robótica e sistemas de decisão não humanos. Ao longo do percurso expositivo, a arte é apresentada não como representação ou expressão subjetiva, mas como comportamento emergente, produzido por sistemas capazes de agir, gerar formas e deixar marcas no espaço.




terça-feira, 2 de junho de 2026

FOI PUBLICADA A RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS N.º 106/2026 QUE NO SUMÁRIO DIZ QUE «APROVA O PTRR - PORTUGAL TRANSFORMAÇÃO, RECUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA» E DEPOIS DE UM LONGO TEXTO REMETE-NOS PARA O ANEXO QUE DELA É PARTE INTEGRANTE | aí no número 1 ficamos a saber que estamos perante «Um plano» «para recuperar, proteger e responder»

 



Diga-se que não há surpresa no que vemos, está em linha com a produção legislativa que o Governo nos habituou. Apetece comentar do principio ao fim em termos gerais e particlares.  Para já apenas isto: SE É UM PLANO qual o modelo conceptual, técnico e prático que é seguido?   É que não o vislumbramos. Tal como está parece um projeto de «redação» tipo floresta onde eventualmente apenas alguns não se perderão ... 
De repente, ao calhas, olhemos para esta passagem: «(...) O horizonte de execução do plano estende-se de 2026 a 2034, organizando a intervenção pública de forma faseada e coesa, combinando medidas de curto prazo com reformas e investimentos estruturais destinados a produzir impactos consistentes ao longo do tempo e a criar bases sólidas para o desenvolvimento futuro.
 O objetivo central do PTRR é assegurar uma recuperação sólida, equitativa e duradoura, transformando a capacidade do país para salvaguardar as populações, valorizar o território e garantir o funcionamento contínuo dos sistemas públicos e privados essenciais, ao mesmo tempo que se reduzem vulnerabilidades e se reforça a resiliência para responder a crises futuras.
 Esta ambição de transformar, reconstruir e reforçar a resiliência — que inspirou a denominação deste plano nacional multianual — concretiza-se através de três pilares complementares e interdependentes — Recuperar, Proteger e Responder. (...)».
Olhando para isto em termos de SISTEMA DE FINALIDADES E OBJETIVOS (que se ensina e aprende), em que ficamos ?
Mais à frente, já no anexo:


Também aqui, por exemplo,  qual será o conceito de «Visão» seguido?
Por hoje, fiquemos assim ...



domingo, 31 de maio de 2026

MIT Museum

 


como é publicitado

do referenciado na HOMEpage


Veja aqui



terça-feira, 26 de maio de 2026

«QUERIDA ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA» ! | acabou de ser publicado o Decreto-Lei n.º 105/2026 que «Estabelece as normas de execução do Orçamento do Estado para 2026»|HOJE 26 DE MAIO

 

Disponível aqui

Bem sabemos que podemos esperar «sentada» mas lá que gostávamos de ver as ESCOLAS DE GESTÃO PÚBLICA (E ONDE ESTÃO ELAS?) A ANALISAREM  O DIPLOMA AGORA PUBLICADO LÁ ISSO GOSTÁVAMOS... Mais, é nossa convicção que não haverá REFORMA DO ESTADO (OU SERÁ DA ADMINISTRAÇÃO?) sem que isso se verifique. Ainda, a «polémica» na ordem do dia relacionada com o VISTO PRÉVIO DO TRIBUNAL DE CONTAS também devia passar por debate especializado a que, por exemplo, não podiam faltar «Ordens Profissionais».  Em especial, há o aprofundamento da ORÇAMENTAÇÃ POR PROGRAMAS ... Deverá ter sido por isso que nos detivemos no artigo  32.º  - autêntico manual de procedimentos:

Tivemos «vontade de chorar» ..., já passou. E aqui estamos presente para continuar a contribuir por uma GESTÃO PÚBLICA DE QUALIDADE. Alô ISCAL!, faz «jus» aos teus pergaminhos.

*
*   *
e uma vez mais nos lembramos deste livro



segunda-feira, 18 de maio de 2026

A NÃO PERDER | de«(...) o professor que se entusiasma com a inquietação dos mais novos, o profissional que não abdica da ética nem aceita tudo o que lhe dizem e o arquitecto, esse criador deslumbrado que não se cansa de procurar os lugares de beleza e que ainda sonha com o que está por fazer» |«A Última Lição de ÁLVARO SIZA VIEIRA»

 



SINOPSE
 
O arquitecto de Matosinhos, que alcançou o pináculo da arquitectura mundial, partilha o espanto com que continua a desenhar o mundo, uma casa de portas abertas aos sonhos e à humanidade, num exercício de generosidade que abarca o tanto que aprendeu e ensinou.
Ainda menino, Álvaro Siza Vieira já tirava a cabeça dos livros para espreitar o que havia lá fora. A curiosidade levou-o aos desenhos, numa tentativa constante de transformar numa outra «coisa» o que ficava aquém do olhar. «Estamos a observar, mas não se vê nada», garante o tal menino que, já homem, volta aos livros, na procura incessante de um saber que precisa de se cumprir num tempo que é cada vez mais finito.
Depois de se ter apaixonado pela escultura, encontrou-se na arquitectura, que lhe permitiu criar o mundo como o via: um espaço de criação que se faz de memória, diálogo, sustentabilidade e relação. Foi também o trabalho que o levou ao encontro do outro, fosse ele um imigrante turco num bairro operário em Berlim ou um crente na Igreja de Marco de Canaveses, num exercício permanente contra o preconceito e a indiferença.
Revisitando uma biografia que se conta na primeira pessoa, Siza Vieira, que foi distinguido com o Prémio Pritzker - o mais importante galardão da arquitectura a nível mundial - deixa-se descobrir numa conversa que convoca o rapaz que cresceu numa casa desempoeirada, o homem que perdeu a mulher cedo demais, o professor que se entusiasma com a inquietação dos mais novos, o profissional que não abdica da ética nem aceita tudo o que lhe dizem e o arquitecto, esse criador deslumbrado que não se cansa de procurar os lugares de beleza e que ainda sonha com o que está por fazer. Saiba mais.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

MORREU CARLOS BRITO | foi estudante no Instituto Comercial de Lisboa, hoje ISCAL

 


Não há muito fizemos post em torno de  Carlos Brito, como se vê acima. Entretanto, acaba de nos deixar aos 93 anos. Em jeito de homenagem voltemos a este seu livro: 


SINOPSE
«Aos 90 anos, Carlos Brito olha preocupado, da sua varanda sobre o Guadiana, para a atualidade do país e do mundo e a situação ambiental do planeta. Não se remete a uma atitude contemplativa, persiste em estar presente e intervir, o que se reflecte nos seus versos, críticos e apelativos.
No texto poético que nos apresenta, cheio de imagens, metáforas e alegorias, também transparecem as angústias da idade: a doença, a solidão, a decrepitude, a morte. Mas são as palavras natureza, paz, amor e ir em frente, as mais marcantes, neste seu sétimo livro de poesia».

GOSTAMOS EM ESPECIAL DAQUELE TÍTULO.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

NA BIBLIOTECA NACIONAL EM LISBOA | exposições sobre Camões

 




«No Rasto de Luís de Camões é uma grande exposição que procura dar a ver o modo como a memória de Luís de Camões se foi construindo ao longo do tempo. Uma revisitação da vida e da obra do poeta, que põe em evidência as inovações técnicas e científicas que a sua obra convoca. Organizada em 4 núcleos expositivos, a exposição tem curadoria de Vanda Anastácio.
 A vida do autor de Os Lusíadas foi marcada por viagens, incertezas e conquistas. A exposição Onde Terá Segura a Curta Vida? Camões e a Vida como Viagem aborda a vida como travessia, revelando a fragilidade humana, o risco de naufrágio e a necessidade de perseverança, esperança e abertura ao mundo. A exposição, apresentada na sede da Unesco - Paris, em 2025, é comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale.
 
O desenho expositivo é de Francisco Aires Mateus e o grafismo de Pedro Falcão.
 
Venham todos!» .

domingo, 19 de abril de 2026

«Service public ou barbarie»

 



quarta-feira, 15 de abril de 2026

«Com mais de 700 mil visitantes numa década, o espaço cultural do Banco de Portugal assinala o aniversário nos dias 18 e 19 de abril com teatro, oficinas e visitas temáticas para todos os públicos»

 





De lá: «Uma década depois de abrir portas na Rua do Comércio, em plena Baixa lisboeta, o Museu do Dinheiro transforma-se em palco de um programa comemorativo que mistura saber, espetáculo e participação, num convite dirigido tanto a especialistas como a famílias com crianças a partir dos seis anos. (...)». Continue a ler.



terça-feira, 14 de abril de 2026

«ASSINA - PELA LINHA EM LAÇO» NO METRO DE LISBOA

 


Um dos pontos fortes da localização do ISCAL - na  zona do SALDANHA -  tem a ver com a sua proximidade do metro. Só por isso se justificaria este lembrete  do blogue relativo à LINHA EM LAÇO a que se refere a imagem. Mas é claro que o assunto é maior - afeta muita gente. Leia a justificação do abaixo-assinado, e .... a nosso ver é mesmo de assinar .... 



HÁ UM SABER E UM PRAZER QUE SÓ A CULTURA E A ARTE NOS PODEM DAR | «Ao Lado de Pomar»

 


domingo, 12 de abril de 2026

TALVEZ LHE INTERESSE | «INTEMPÉRIES _ responder, resolver e prevenir» | A NOSSO VER UM DOSSIER A NÃO PERDER QUER SE CONCORDE OU DISCORDE

 



CRUZAR MEMÓRIAS | sobre a feitura de diplomas ...

O ponto de partida para este post no 3AP  é este do Blogue «Duas ou três coisas», que de seguida transcrevemos, mas antes, acima, algum contexto:

«Com imensa pena, acabo de saber da morte de José Matos Fernandes, aos 85 anos. Era pai de João Pedro Matos Fernandes, que foi ministro do Ambiente e a quem envio um abraço amigo de sentido pesar.
Fui colega de governo de José Matos Fernandes. Coincidimos no primeiro executivo de António Guterres, que tomou posse em outubro de 1995, em que ele foi secretário de Estado da Justiça, até 1999. Era o decano dos secretários de Estado — sete anos mais velho do que eu, que já não era propriamente um miúdo. 
Com um humor fantástico, histórias divertidíssimas e, dizem-me, uma imensa competência jurídica, era um companheiro magnífico. Recordo uma viagem em que ambos acompanhámos o Presidente Jorge Sampaio à Polónia e as horas deliciosas que passámos a rir. Ao pé dele, toda a gente se sentia feliz.
Matos Fernandes, Guilherme Oliveira Martins e eu éramos conhecidos como os “chatos” das reuniões semanais de secretários de Estado, presididas pelo ministro da Presidência António Vitorino. Os três partilhávamos o saudável — e para alguns irritante — vício de passar a pente fino, na véspera, todos os projetos de diplomas legislativos que chegavam de outros ministérios.
Terminada a apresentação de um projeto pelo secretário de Estado do pelouro, e aberta a discussão, quase sempre um de nós três pedia a palavra e, sob o olhar progressivamente sombrio do colega proponente, começava a inventariar os defeitos detetados no texto.
Lembro-me de uma cena em que Matos Fernandes arrancou mais ou menos assim: “O projeto de decreto, cuja bondade de propósitos é uma evidência, e que só posso saudar, não me merece objeções de fundo. Diria mesmo que estaria aberto a deixá-lo seguir silenciosamente para Conselho de Ministros não fora dar-se o caso, no meu juízo, que admito discutível, de haver oito incongruências dentro do articulado e, além disso, se me oferecerem 37 pequenas observações de forma, felizmente sanáveis por correção semântica e ortográfica que passo a anotar, a bem da desejável qualidade da produção legislativa da República.”
O Conselho ouvia o seu verbo com ar deliciado e risonho. O colega proponente, esse, tinha muitas vezes a  a expressão de quem tinha engolido um limão. E lá alinhava o Matos Fernandes, com a sua solenidade de juiz do Supremo, “a vírgula em falta”, a “concordanciazinha indispensável”, a reformulação formal para “maior elegância do português”, “até para reforçar o insofismável mérito do legislador e facilitar a tarefa do intérprete futuro da lei”. Eram momentos únicos, como se lembrará quem por lá passou.
Que saudades sinto agora de José Matos Fernandes — daquela voz cava inconfundível, da bonomia de bom homem do Norte, onde também era um fervoroso apoiante e dirigente de uma conhecida agremiação futebolística que não vem agora ao caso».

Ao lermos estas «estórias», dessa mesma época, veio-nos à memória  elaboração de legislação em que participámos. Desde logo, os envolvidos tinham nessa atividade cuidado imenso: o começo, encontrar o conhecimento teórico e prático no domínio das estruturas orgânicas;  a formulação passava por versões «sem fim» até que tinha de se dar  por terminada, não havia mais tempo; em especial a preocupação do preâmbulo em que se mostrasse por linguagem comum o que se seguia em artigos, números, alíneas, ... Naturalmente,  ambicionava -se que o diploma passasse, mas diga-se que se acolhia com gosto os melhoramentos que vinham dessas reuniões dos Secretários de  Estado. Até se procurava saber o que disse este ou aquele Governante ... Quantas das vezes, antes, já tinha havido «milhentos contactos» para se acertar na equação de muitas questões. Os diplomas tinham de ser justificados nomeadamente em termos financeiros quanto ao valor e aos processos da sua execução, e aí houve períodos em que o primeiro telefonema do dia era para o Ministério das Finanças - precisava-se do seu conhecimento especializado e «cumplicidade». Havia Equipa(s) e não Ministérios atomizados. Ainda, obviamente, que se procurava cumprir o Programa do Governo, e em especial aquela norma que se referia à hierarquia dos diplomas, por exemplo, o Diploma Orgânico devia ir ao essencial, ser depurado, e deixar o detalhe para o aparato que se lhe seguia. Dirão, mas isso já não é assim? Não, não é. A nosso ver, foi-se perdendo qualidade, como já o temos tentado mostrar em diversas ocasiões. Hoje, falta conceito, técnica, e intuição ... Na nossa avaliação há diplomas que são mesmo «maus»... Por outro lado, na Academia foi-se perdendo espaço para se ensinar e aprender a matéria ... E investigar. Mais, entretanto, a Revolução Digital  exige uma REFUNDAÇÃO dos modelos para as ESTRUTURAS/ORGÂNICAS que aliás vão aparecendo por esse mundo fora - e nós, nada -, e quiçá para o formato que nos chega via Diário da República. Não seguimos Elon Musk, como vimos um desastre no que se propunha realizar na ADMINISTRAÇÃO DOS EUA - mesmo tragédia - , mas há um lado técnico que emerge da «sua loucura»  que não se pode ignorar. 
  
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Continuando com memórias, ilustremos com um Diploma desses tempos, de que nos lembramos de imediato. Mais ou menos «à mão»:

PREAMBULO

E NO LEGISLADO MODELOS
NA ESFERA GESTÃO DAS ESTRUTURAS
ilustração

A  MISSÃO, se calhar,
 assim de forma tão expressa, com tecnicidade,
como gostam de dizer, «pela primeira vez»:  


Artigo 4.o 
Missão 
O TNDM tem como missão assegurar a prestação de um serviço público no domínio da actividade teatral e de outras actividades culturais que lhe estão ligadas, assente num projecto cultural e artístico unificado, que se centra na criação e produção teatrais, segundo os mais elevados padrões de qualidade.

a que se segue numa lógica interna clara: IDENTIDADE; OBJETIVOS; ATIVIDADES; AUTONOMIA E TUTELA 

Agora o CONSELHO CONSULTIVO 
 uma pedrada no charco


Longe de se esgotar, repare-se ainda, na DEPARTAMENTALIZAÇÃO onde a introdução  de «PROCESSOS»; na assunção do PLANEAMENTO DE DESENVOLVIMENTO PLURIANUAL (certamente assente no Orçamento-Programa); no funcionamento por EQUIPAS em função de cada Espectáculo; ...  
Para terminar - o post já vai longo:



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Estas coisas têm ROSTO - na circunstância o SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA era o Professor RUI VIEIRA NERY. A nosso ver, sem ele nada disto teria acontecido.