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quarta-feira, 17 de junho de 2026

«CONFERÊNCIA IA » | 14 julho 2026 | CCB | Participação gratuita sujeita a inscrição

 


«A inteligência artificial (IA) está a transformar as organizações, os processos e os modelos de negócio. No próximo dia 14 de julho, na parte da manhã, a Conferência .IA reúne, no CCB, líderes empresariais, especialistas e decisores públicos para debater a adoção de agentes de IA pelas empresas, a gestão da mudança, a corrida à infraestrutura digital e as escolhas que Portugal e a Europa têm pela frente. (...)». Continue a ler. Inscreva-se!


sábado, 21 de fevereiro de 2026

« (...) Os resultados sugerem que, mesmo sem imposição direta por parte das organizações, os profissionais tendem a trabalhar mais quando têm acesso a ferramentas de IA: assumem novas tarefas, prolongam o horário laboral e mantêm uma ligação quase contínua ao trabalho (...)»

 


e sobre a Investigação  no semanário
 Expresso desta semana de Cátia Mateus:


de lá:

«(...) Os resultados sugerem que, mesmo sem imposição direta por parte das organizações, os profissionais tendem a trabalhar mais quando têm acesso a ferramentas de IA: assumem novas tarefas, prolongam o horário laboral e mantêm uma ligação quase contínua ao trabalho. O aumento inicial de produtividade pode parecer uma vantagem, mas levanta novas questões sobre a fadiga cognitiva e o impacto da tecnologia.

Riscos de aceleração

“A nossa investigação revela os riscos de deixar o trabalho expandir-se e acelerar informalmente”, apontam as autoras no artigo publicado na “HBR”, acrescentando que “o que parece maior produtividade no curto prazo pode esconder um aumento silencioso da carga e uma tensão cognitiva crescente à medida que os colaboradores gerem múltiplos fluxos de trabalho assistidos por IA”.

“Como a IA pode colmatar lacunas de conhecimento, os profissionais passaram progressivamente a assumir responsabilidades que anteriormente pertenciam a outros”, apontam ainda. Gestores de produto e designers começaram a escrever código, investigadores assumiram tarefas de engenharia e muitos trabalhadores “tentaram realizar trabalhos que antes teriam externalizado, adiado ou mesmo evitado”.

Em paralelo, como a IA simplificou tarefas, muitos colaboradores observados pelas investigadoras começaram a realizar pequenas quantidades de trabalho em momentos que antes seriam de pausa. “Utilizavam prompts durante o almoço, em reu­niões ou enquanto aguardavam que um ficheiro carregasse”, apontam. Estas ações, que não eram encaradas pelos profissionais como mais trabalho, “resultaram num dia com menos pausas naturais e uma ligação mais contínua ao trabalho”.

Outro resultado direto do uso de IA é o chamado “efeito multitarefa” (multitasking). Os trabalhadores passaram a ter um vasto conjunto de tarefas abertas em simultâneo e por concluir, “aumentando a carga cognitiva e a sensação de estar sempre a gerir várias coisas ao mesmo tempo, mesmo quando o trabalho parecia produtivo”, argumentam as investigadoras.

Várias investigações apontam para a existência de diferentes perfis de utilizadores de IA em contexto profissional, confirmando que nem todos tiram partido da tecnologia no sentido de um alívio da sua carga laboral (ver caixa). Para as autoras do estudo, “a IA acelerou certas tarefas, o que aumentou as expectativas de rapidez, e essa maior rapidez tornou os trabalhadores mais dependentes da IA, expandindo a quantidade e densidade do trabalho”. Entre os participantes, “muitos referiram que, embora se sentissem mais produtivos, não se sentiam menos ocupados”. (...)».

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

«O caminho é outro: regras claras, avaliações centradas no processo, com maior peso da avaliação oral, e formação explícita em literacia de IA. Não para substituir o pensamento, mas para o exigir. Ensinar a usar a IA não é ceder, é cumprir a missão da universidade: preparar os estudantes para o mundo real»

 



E antes na apresentação do Relatório - neste endereçoGenerative AI (GenAI) is reshaping the educational landscape, beyond teaching and learning. Unlike earlier waves of education technology, much of GenAI is freely accessible and largely used beyond institutional control due to its intuitiveness and versatility. The OECD Digital Education Outlook 2026  analyses emerging research that suggests GenAI can support learning when guided by clear teaching principles. However, if designed or used without pedagogical guidance, outsourcing tasks to GenAI simply enhances performance with no real learning gains. The Outlook highlights the benefits of GenAI as a tutor, partner and assistant, and synthesises experts’ evidence and insights on the design criteria that make it work for education».

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Excertos - Começa assim: «universidade existe para formar. E formar, hoje, implica ensinar a usar — com regras, método e responsabilidade — ferramentas de inteligência artificial (IA), que fazem parte do mundo real. Muitas vezes confundem-se dois planos: o da integridade e o da literacia. Se é evidente que a universidade tem de avaliar o que o estudante sabe, temos de ter consciência de que ignorar a IA não a faz desaparecer. Apenas faz com que seja usada sem orientação, sem transparência e sem critérios. Proibir pode dar uma sensação de controlo, mas, na verdade, empurra o problema para fora da sala de aula e amplia a desigualdade: quem tiver mais literacia digital (ou mais dinheiro para aceder a melhores ferramentas) usa a IA, quem não tiver fica para trás. (...)».
Mais adiante: (...) O mercado de trabalho também não espera que a academia resolva as suas hesitações. Em setembro do ano passado, a CNBC noticiou as intenções da Accenture de dispensar os seus trabalhadores que não se consigam requalificar em IA. Já em janeiro o “The Guardian” avançou que, nas entrevistas de emprego, a McKinsey avalia a capacidade dos candidatos recém-graduados para pedir ajuda a uma máquina, como se lê criticamente a resposta e como se aplica julgamento humano para chegar a uma solução estruturada. Avaliam aquilo que as universidades devem ensinar: capacidade de formular boas perguntas, detetar falhas, justificar opções e assumir responsabilidade pelo resultado.
O mercado de trabalho também não espera que a academia resolva as suas hesitações. Em setembro do ano passado, a CNBC noticiou as intenções da Accenture de dispensar os seus trabalhadores que não se consigam requalificar em IA. Já em janeiro o “The Guardian” avançou que, nas entrevistas de emprego, a McKinsey avalia a capacidade dos candidatos recém-graduados para pedir ajuda a uma máquina, como se lê criticamente a resposta e como se aplica julgamento humano para chegar a uma solução estruturada. Avaliam aquilo que as universidades devem ensinar: capacidade de formular boas perguntas, detetar falhas, justificar opções e assumir responsabilidade pelo resultado. (...). Termina desta maneira: «O caminho é outro: regras claras, avaliações centradas no processo, com maior peso da avaliação oral, e formação explícita em literacia de IA. Não para substituir o pensamento, mas para o exigir. Ensinar a usar a IA não é ceder, é cumprir a missão da universidade: preparar os estudantes para o mundo real».

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E a quem não o está a fazer, ousamos sugerir que  na ACADEMIA em todas as ESCOLAS se discuta o que emerge do Relatório da OCDE e do artigo acima. Em especial haverá quem - nomeadamente por experiência própria, ou porque se esteve/está atento ao  que se passa à volta -  alinhe com esta  previsão: «quem tiver mais literacia digital (ou mais dinheiro para aceder a melhores ferramentas) usa a IA, quem não tiver fica para trás».