SINOPSE
Os bastidores políticos de um período que mudou Portugal.
Na primavera de 2015 um ilustre desconhecido apresentou, na sede do PS, um exercício nunca antes feito na política portuguesa: um cenário macroeconómico com todas as contas que sustentavam o programa eleitoral com que os socialistas se apresentariam à campanha eleitoral desse ano. Foi nesse momento, rodeado de números e quadros de previsões, que os portugueses ficaram a conhecer Mário Centeno, um economista doutorado nos EUA a quem os jornais chamavam liberal. Poucos meses depois, Centeno ajudava a negociar um acordo histórico que juntou pela primeira vez as esquerdas em Portugal para sustentar um Governo no qual seria ministro das Finanças.
Esta é a história desse economista, que cresceu no Algarve distante, entre as duas margens do Guadiana, os livros da biblioteca e os tachos do restaurante do avô, que amadureceu na Lisboa esquecida, e que se fez economista entre o ISEG, Harvard e o Banco de Portugal. É também a história dos seus 1664 dias e noites como ministro das Finanças, sem braços que chegassem para acudir às pragas do sistema bancário, à cegueira das instituições europeias, à anemia da economia portuguesa, às consequências da austeridade castigadora que tinha recebido como herança e ainda assombrava a política nacional. E de como, num desses dias, o homem do cenário macroeconómico deixou de ser olhado de lado e passou a ser encarado como um líder, assumindo a presidência do Eurogrupo. Saiba mais.

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