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sábado, 12 de abril de 2025

UMA INICIATIVA DO «DEPARTAMENTO DA CULTURA, MEDIA E DESPORTO»DO REINO UNIDO REAVIVOU-NOS A QUESTÃO DA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS

 


Muitas vezes neste blogue temos alertado para a necessidade de se estudarem as ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVAS E A SUA GESTÃO. Numa perspectiva profissional. Para lá das exigências legais. É uma matéria que nos ocupa muito: não foi por acaso que na esfera do mestrado em Gestão que  fizemos no ISEG o tema investigado foi «Organizações sem fins lucrativos e a sua gestão estratégica», com orientação do saudoso professor Rogério Fernandes Ferreira. E por estes caminhos reparamos na noticia da imagem, que nos leva a este raciocínio: a realidade do também designado «Terceiro Setor» merece atenção, nas suas diversificadas vertentes. Merece ser estudado e investigado, na circunstância no quadro técnico e cientifico inerente à gestão. O que nos levará a considerar o que é praticado, o institucionalizado, e o que emerge ...
No nosso País, contrariamente ao passado,  se estivermos atentos, não se deixa de identificar direta e indiretamente que não estamos sozinha nesta ambição. Temos publicações, encontros, cursos, ... Mas, do nosso ponto de vista, há défices. Nomeadamente em torno de modelos próprios na ótica da gestão - e não os inventados para «as empresas» -  como sabemos reguladas pelo jogo do mercado, adiantando-se  com «as devidas adaptações». E mesmo quanto à delimitação do que se está  a considerar à partida. Ilustremos, quando dizemos «organizações sociais», incluímos  a «cultura e as artes»? 
Não perdemos a oportunidade para se adiantar, recordando Peter Drucker, que o mundo dos negócios tem muito a aprender com as «nonprofits». Mais, o paradigma DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL é quase natural às sem fins lucrativos (não governamentais) da Cultura e das Artes - é só olhar para o conceito do INTEGRATED REPORTING.
Bom, agora aproveite-se para (re)divulgar duas das obras que estavam aqui  na mesa à espera disso:
  


Não, não está no domínio do exótico, ao pensarmos que matérias destas até podiam/deviam ser objeto de debate nos debates em curso a propósito das eleições... 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS E ENSINO SUPERIOR


Iniciativas recentes a que me refiro no post «EMPREENDIMENTOS SOCIAIS GERAM GANHOS MATERIAIS E BEM-ESTAR»
no blogue Organizações Unidas vêm de encontro ao que de há muito me parece óbvio: na esfera do ensino superior devia haver oferta educativa em que fosse clara a diversidade das organizações,  aquilo que lhes é comum e o que as distingue. De facto, a um tempo, podemos avançar: todas iguais e todas diferentes. Em particular, para as sem fins lucrativos, é frequente dividi-las, desde logo: em «Administrações Públicas» e em «Terceiro Setor». E para este haverá as particularidades  que vêm das áreas específicas, por exemplo: social; cultural; agricultura; pesca; ...
Mas o post antes referido e os links que permite fazem luz no que acabamos de escrever. Em termos de organização de cursos, é corrente ver-se nos das Administrações Públicas cobrir todo o «sem fins lucrativos». Em certa medida, isto também acontece no ISCAL. O suporte: as organizações que o integram garantem um serviço público que não é possibilitado pelo jogo do mercado.
E uma sugestão, voltando ao post referido: detenhamo-nos na   A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP) é uma instituição pública de ensino e pesquisa mundialmente reconhecida pela excelência de sua produção acadêmica e de seus cursos, tanto de graduação quanto pós-graduação. (...)».