quinta-feira, 28 de agosto de 2025

«Reservas»

 





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Como se vê pelas imagens acima foi publicado um Decreto que remaneja a gestão do nosso universo Educativo. Pensamos que seria dispensável qualquer comentário mais quando o Senhor Presidente da República manifesta «RESERVAS» sobre o diploma. É de dizer, não se começa bem.  De qualquer forma adiantaremos apenas que gostaríamos de ver um diploma com mais qualidade - em termos de conceitos e de pormenores formais. Apenas ilustrações: sobre o que é uma «agência»; o tempo dos verbos, lê-se «As sinergias criadas, em resultado da criação da AGSE, I. P.,» - criadas será um exagero, talvez desejadas .... E veio-nos à memória «o velhinho» artigo da Harvard Business Review:

Continuando, ainda, porque não assumirão o conceito de MISSÃO como se aprende nas Escolas? A ideia, tal como se ensina e aprende é que numa frase curta se faça uma SINTESE da razão de ser de uma dada organização. Mais, antes, havíamos de ter a VISÃO que nos mostrasse «o sonho» que ambicionamos ... A acompanhar os VALORES que nos norteiam e se quer alimentar ... Se calhar tudo isto acontece dada o défice em GESTÃO PÚBLICA  no Ensino Superior de que muito temos falado ultimamente.
Por fim, por agora, se bem registamos, já nos disseram do número de dirigentes que a nova orgânica vai diminuir - o que nos foi-nos apresentado como um dos objetivos -, mas reparámos, ainda que numa leitura rápida, nisto fixado  no Decreto:  
 
E no anexo «Orgânica da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P», por exemplo:


Ou seja, esperamos que se tenha presente «as dores de cabeça» que trazem os diferentes vínculos numa organização. Se bem lemos, ainda não sabemos quanto vai custar esta NOVA ORGÂNICA.  «Antigamente», vindo com ABRIL, nenhum diploma era aprovado sem que se soubesse isso. Em síntese neste processo  falta CLARIDADE. Ousamos juntarmo-nos às RESERVAS do Senhor Presidente.  E já que falamos em «claridade», do que nos fomos lembrar, talvez para apaziguar:



SINOPSE
João Luís Barreto Guimarães é um dos poetas portugueses mais publicados no estrangeiro, finalista e vencedor de vários prémios nacionais e internacionais. A sua obra resulta do apuramento de uma ironia raríssima entre nós, e de uma melancolia nascida das coisas simples e quotidianas, sem ficar preso às fronteiras de uma lírica confessional. Neste novo livro mantém a observação e notação dos pequenos acasos do quotidiano, a busca da pequena escala humana, a sobriedade dos versos - mas com uma ironia cada vez mais apurada e aprofundada, crítica e procurando uma justiça à escala poética.

A claridade é o elemento mais marcante da sua melancolia - é ela o contraponto da banalidade e da exasperação, do fechamento e dos tempos amargos. Saiba mais.


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