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Excerto: «(...)Regressamos à SIGA. Por curiosidade entomológica. Há locais com senhas disponíveis. Podemos escolher a Moita, a 17km, sem espera, a Lourinhã, a 59 km, com 16 minutos de espera, Alenquer, a 39 km, com um minuto de espera, Vila Franca de Xira, a 21 km, com 31 minutos de espera e Marvila, ah Lisboa, com 21 pessoas em espera e 38 minutos de espera da última senha. Em todos os outros lugares, “senhas temporariamente indisponíveis”. Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Oeiras, Montijo, Alcochete, Sintra, Cascais, Mafra e por aí fora. Até ao Bombarral, a Azambuja, o Cadaval. Óbidos... siga.
E na Boa-Hora, há 3 pessoas em espera e 1h e 14 minutos de espera da última senha. Infelizmente, “senhas temporariamente indisponíveis”. Restava a Moita. Entretanto, a espera na Boa-Hora, na segunda-feira, e enquanto se escrevia isto, passou a 2 horas e 14 minutos. Felizmente, “senhas estão temporariamente indisponíveis”. (...)».
E na Boa-Hora, há 3 pessoas em espera e 1h e 14 minutos de espera da última senha. Infelizmente, “senhas temporariamente indisponíveis”. Restava a Moita. Entretanto, a espera na Boa-Hora, na segunda-feira, e enquanto se escrevia isto, passou a 2 horas e 14 minutos. Felizmente, “senhas estão temporariamente indisponíveis”. (...)».
Não será ousado dizer que muita gente já passou pelo que a jornalista descreve. A articulista terá os seus padrões para o que escreve. Haverá uma lógica interna para os seus trabalhos que certamente reflectem as suas convicções nomeadamente politicas. Qualquer que seja esse quadro, não podíamos perder o artigo acima no Expresso desta semana para uma vez mais reclamarmos: precisamos de GESTÃO PÚBLICA, digna desse nome, nas ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS. Mas quem nos ouve? Pode ser que se transformarmos o problema em «CASO» tenhamos sorte ... Assim, agradeçamos a Clara Ferreira Alves e contemos com o Poder da Comunicação Social. Bom, isto não podia ser uma questão de « sorte e azar», mas sim um serviço público a desenvolver com todo o profissionalismo ...

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