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O paradoxo Português reside no facto de o país funcionar quotidianamente como um Estado de elevada integridade, ao mesmo tempo que existe uma percepção de um baixo nível de integridade no que respeita à responsabilização das elites. Os índices de percepção de corrupção atribuem um peso muito maior a esta segunda dimensão, o que ajuda a explicar a divergência observada. A redução desta discrepância não depende de mais legislação ou de novas abordagens, mas sobretudo de melhorias na velocidade dos processos judiciais, em particular nos casos mais mediáticos, da existência de desfechos claros, da maior selectividade na abertura de processos e de uma comunicação institucional eficaz que explique arquivamentos e absolvições. Enquanto estes factores não forem endereçados, Portugal continuará a ser empiricamente pouco corrupto, mas reputacionalmente marcado por elevados níveis de desconfiança. A identificação desta divergência poderá servir de base a políticas públicas mais eficazes, que não só reduzam os níveis reais de corrupção como os níveis de percepção da mesma».
«Audição Pública «A fusão da FCT e da ANI e criação da nova agência de inovação AI2» na sala 6 das Comissões da Assembleia da República (Praça da Constituição de 1976) em Lisboa.
Com Paula Santos, Presidente do Grupo Parlamentar do PCP de João Ferreira, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP». Saiba mais.