quarta-feira, 23 de julho de 2008

Processos




No ISCAL, no ramo Gestão e Administrção Pública, da Licenciatura em Contabilidade e Administração, existe uma Unidade Curricular designada Processos Técnico-Administrativos. É aquilo que se pode apelidar de uma UC «modernaça» toda ela à volta do conceito «Processo», que já não é tão moderno quanto isso, mas que tem vindo a ser actualizado e melhorado. Curiosamente, para quem está de fora não dá ao «processo» a importância que tem, havendo quem pense num significado corrente. E quando se afirma que o conceito «processo» prepassa a Reforma da Administração Pública, podendo-se afirmar que é inerente a muito do que se está a concretizar na esfera do SIMPLEX ainda há quem fique mais surpreso. É de lembrar que este blog 3ap faz parte de um Processo também designado 3ap e que concretiza o Trabalho Prático da UC (agora até se percebe melhor a Visão e missão ao lado que está em aperfeiçoamento). Bom, dito isto, muitos ficarão a perceber que a UC não se debruça apenas sobre o que se está a fazer mas como se poderia fazer utilizando o conceito. Esperemos que este discurso possa levar a que haja quem a partir daqui se interesse pela «Processos Técnico-Administrativos». Quem a tem frequentado, com rigor, tem gostado e disso até tem havido testemunhos públicos.
Para quem queira saber sobre o assunto, inevitavelmente, tem de fazer uma incursão pela Reengenharia de Michael Hammer e James Champy, (1992) e mais recentemente pela A Agenda (2004) apenas do primeiro e que por exemplo tem um Capítulo intitulado «Coloque os Processos em primeiro lugar». Mas hà outros autores, por exemplo, Davenport, e as «actividades» de Michael Porter têm também de estar presentes.
Tudo isto porque consideramos que «processos» não podem ser estranhos, nos dias que correm, a qualquer técnico em actividade nas Administrações Públicas.

sábado, 19 de julho de 2008

Nelson Mandela


Por mera coincidência, estava na Á frica do Sul quando Nelson Mandela foi libertado. Foi das atmosferas mais festivas que vivi ao longo da minha vida, comparada com a que tinha sentido no nosso 25 de Abril. Em ambas as situações pairava também a preocupação. Mandela está a fazer 90 anos. E o mundo aproveita a ocasião para o homenagear. Associemo-nos ao acontecimento.

A notícia de hoje do Jornal Público sobre este momento:

Mandela pede que ricos ajudem os pobres na África do Sul
19.07.2008, Jorge Heitor
Festejos em família dos 90 anos daquele a quem Tutu chamou o "mais admirado estadista do mundo"
Nelson Mandela, o primeiro Presidente negro da África do Sul, aproveitou ontem o dia do seu 90.º aniversário, na aldeia natal, Qunu, 960 quilómetros a sul de Joanesburgo, para pedir aos ricos que façam mais pelos pobres: "Quando se é pobre, não se consegue viver até tarde", disse entre apelos para o fim das desigualdades no seu país. "Há muitos ricos na África do Sul e podem partilhar as suas riquezas com os que não têm a hipótese de sair da pobreza."Ao celebrar no mesmo dia o déci-mo aniversário do seu casamento com a moçambicana Graça Machel, Mandela passou o dia com a família, na província do Cabo Oriental, onde se organizou um torneio de futebol, um concerto pop e um almoço para 500 políticos, antigos combatentes da luta contra o apartheid e outros convidados. "Ele é simplesmente um marido maravilhoso... e juntos apreciamos cada dia como se fosse o último", disse a ex-primeira-dama da África do Sul e de Moçambique. O antecessor de Mandela, e último Presidente branco, Frederik de Klerk, referiu-se-lhe como uma das maiores figuras deste último século e os correios sul-africanos lançaram uma emissão especial de dois milhões de selos. "Nelson Mandela usou o seu charme pessoal... para moldar as nossas várias comunidades numa nação multicultural emergente", disse Frederik de Klerk. O arcebispo anglicano Desmond Tutu, tal como os dois ex-presidentes distinguido com um Nobel da Paz, afirmou: "Tornou-se o mais admirado estadista do mundo, um ícone do perdão e da reconciliação, um colosso moral".O sucessor, Thabo Mbeki, considerou que "a sua vida e trabalho corporizam o que os seres humanos devem ser". E o novo líder do ANC, Jacob Zuma, proclamou: "Viva a mágica de Madiba" (nome tradicional).Sob o título de Hunger for Freedom, foi lançado um livro, da antropóloga Anna Trapido, que se apresenta como uma "história gastro-política" do homenageado, explicando o seu gosto muito especial pela comida indiana e africana: o seu primeiro jantar, ao sair da cadeia, em Fevereiro de 1990, foi caril de frango; e quando assumiu a chefia do Estado deu instruções para que o mordomo responsável pelas residências presidenciais fosse alguém que soubesse cozinhar biryani, um prato de arroz da Ásia Meridional.

Para se manter a par veja Nelson Mandela Foundation

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Viver Com Estilo - os toldos no Jardim da Gulbenkian

No Verão o Jardim da Gulbenkian tem uma atracção adicional: os toldos colocados nos passeios onde não há árvores. Só por eles vale uma visita. Uma leitora do 3ap mandou-nos uma série de fotografias que iremos mostrando aqui ao longo destes meses quentes. Mas o melhor é ir lá. Usufruir daquela sombra. As crianças ficam deslumbradas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Gary Hamel

Voltemos ao livro O Futuro da Gestão, de que não paro de tirar ensinamentos. Entre eles a teorização de muitas situações que temos oportunidade de vivenciar em situações de trabalho. E estamos em crer que muitos funcionários públicos podem testemunhar o mesmo. Mas Gary Hamel no seu livro centra-se nas empresas. Pelos vistos, as administrações públicas e as empresas do mundo dos negócios são semelhantes em muitas coisas. Não admira, ambas são organizações, com aspectos comuns e, depois, diferentes. Uma passagem, como ilustração:
Parece haver algo nas organizações modernas que esgota a adapatbilidade e a criatividade naturais dos seres humanos, algo que arranca literalmente estas qualidades dos colaboradores durante as horas do dia. E de quem á a culpa? Os princípios e os processos de gestão que promovem a disciplina, pontualidade, poupança, racionalidade e ordem dão, ao mesmo tempo, pouco valor ao talento artístico, ao não conformismo, à audácia e ao entusiasmo. Dito de forma simples, a maior parte das empresas é apenas parcialmente humana, porque só tem espaço para uma parte das qualidades e capacidades que fazem de nós humanos. Milhares de milhões de pessoas vão trabalhar todos os dias, só que muitas são sonâmbulas. Como consequência, temos empresas a trabalhar sistematicamente abaixo do seu potencial»
Saiba mais sobre Gary Hamel

quinta-feira, 10 de julho de 2008

6.º Congresso Nacional da Administração Pública

De todas as vezes em que assisti a Congressos da Administração Pública achei que tinha sido muito proveitoso. Foram sempre bons momentos para me aperceber de uma visão global da Administração Pública nacional e em confronto com outros países.Já está anunciado o sexto. Para saber mais visite o INA.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

G8 no Japão


Siga os acontecimentos oficiais aqui

Viver Com Estilo - Férias Sustentáveis


Está na hora de introduzirmos aqui, no 3ap, o tema do Desenvolvimento Sustentável cujo conceito de há muito anda à volta do seguinte:
desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações vindouras satisfazerem as suas próprias necessidades.

O Desenvolvvimento Sustentável é uma questão mundial e exige a atenção de todos: dos governos, das empresas e demais organizações, das famílias, e de cada pessoa.
Neste momento está reunido o G8 - o grupo dos oito paises mais ricos do mundo - e estas questões fazem parte da Agenda.
Mas nós aqui queremos introduzi-lo a propósito das Férias. Para isso veja as dicas da WWF

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Harvard Business Review


A muitos já ouvi recomendar que escolhamos as nossas fontes privilegiadas de informação. Eu mesma já o faço agora, depois de verificar o quanto isso nos facilita a vida, nomeadamente como profissionais. A Harvard Business Review é para mim «sagrada». Dá-nos sempre bons «endereços», até na publicidade. No último número (especial) - Julho/Agosto - há uma anúncio da IBM que me deixou curiosa sobre «THE IBM GLOBAL CEO STUDY» , que contém uma nota: DOWNLOAD «THE ENTERPRISE OF THE FUTURE" AT IBM.com/DOING/CEOSTUDY.
Imediatamene, lembrei-me do livro «The Organization of the Future» (1997), da Fundação Drucker, com tradução em português, editado pela Europa-América, e fui logo fazer download.É grátis.

Só dei, ainda, uma olhadela, mas esta quase coincidência de título não deixa de nos chamar a atenção para a importância do Futuro na esfera das organizações.

Aqui está um bom desafio para debate: discutir o futuro, na circunstância, para as organizações, sejam elas dos negócios, ou as outras - sem fins lucrativos, o caso das da Administração Pública - a partir, por exemplo, das duas obras aqui referidas.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Viver Com Estilo - Festival de Almada


Se gosta de Teatro certamente que já conhece o Festival de Almada, na sua 25ª edição, e então é só para lembrar que aí está o de 2008.
Para quem «não vai ao Teatro», não perca esta oportunidade para começar «em grande». São vários dias, em diversos espaços: em Almada, e no outro lado do Tejo - em Lisboa.
Mas o melhor é ver aqui em Companhia de Teatro de Almada o desenrolar da festa.
Um destaque particular: O Festival de 2008 homenageia o Pintor João Vieira que ao longo da sua carreira tem trabalhado muito para Teatro. Um artista plástico prestigiado num festival com qualidade: tudo certo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

SINAIS n.º 8

O objectivo principal é comunicar a saída da SINAIS nº. 8, que, como muitos já sabem, costuma ser divulgada no site do ISCAL, nas Notícias.
Mas, podemos tecer aqui um comentário, na linha do que debatemos em sala de aulas: como se vê devemos dominar metodologias e instrumentos que existem. Perguntas que se impõem: e não poderiam ser enunciados quais são eles? E em que escolas são ensinados? E nos serviços em que não exista ninguém que saiba essas metodologias e instrumentos? Recorre-se a outsourcing? E será que temos assim tantas empresas especilizadas em avaliação de desempenho de serviços, e em particular de serviços públicos? Temos de concordar que são muitas questões. Talvez como epílogo deste «post» um reflexão: pensamos que qualquer conhecedor da matéria que leia a Lei nº. 66-B/2007 de 28 de Dezembro, ou seja, a Lei que instiui o SIADAP, que se refere à Avaliação do Desempenho dos Serviços, dos Dirigentes e dos demais Trablhadores, não pode deixar de reconhecer que o sistema tem subjacente «metodologias e instrumentos de avaliação consagrados». No entanto, por outro lado, caso se conheça a Administração Pública, não poderá deixar de ficar apreensivo quanto à sua implementação. E aqui os dirigentes e chefias são determinantes. E muitos deles, não nos atrevemos a dizer a maioria, até dificilmente serão interlocutores dos especialistas. Eu gostava de estar enganada.
Bom, perante este cenário, é claro que os formados pelo ISCAL têm - fica bem dizê-lo aqui - uma vantagem competitiva.